Dalila estava completamente atordoada, com a visão turva e um gosto amargo de sangue na boca. A dor lancinante em seus ouvidos fazia todo o corpo estremecer, arrancando dela caretas de sofrimento.
Toda a pose de moça distinta, o semblante impecável de uma herdeira de prestígio, desapareceu num instante diante da agonia avassaladora.
— Ah... Ah! Meu ouvido... Meu ouvido está doendo demais! — Gritou Dalila, apertando a mão contra a orelha direita enquanto um zumbido insuportável parecia perfura