Clarice Martins
— Falava das notícias sobre o seu noivado? — fui direto ao ponto; nesse momento, seu semblante fechou.
— Você também viu sobre isso?
— Sim, eu vi.
— Suponho que esteja em dúvida, caso contrário, não estaria aqui agora.
— Quero ouvir de você. — Agora que ele estava contra a luz das janelas, pude ver, abaixo de sua camisa social branca, algo semelhante a uma tatuagem acima do peito.
Meu coração acelerou: “Não pode ser…!”
“Era no peito mesmo?” Não havia outro lugar que me lembrasse de ter visto a tatuagem, então significava que deveria mesmo ser naquele local.
— Clarice, está pálida. Algum problema? Não se sente bem? — Aramis tocava meus ombros com certo cuidado, enquanto tentava ganhar minha atenção de forma despreocupada.
— Tudo bem… eu só pensei… — meus olhos retornaram para o local embaixo da camisa, que agora havia uma mancha de sangue sendo vista.
— Aqui também está ferido, por que não me disse? — me apressei a caminhar de volta para a cama, onde havia dei