POV Dominic
O relógio no painel da Mercedes marcava duas da manhã. O silêncio que se seguiu à adrenalina do galpão e ao interrogatório na delegacia era quase ensurdecedor. Meus ouvidos ainda zuniam com o som das sirenes, mas o peso no meu peito agora era outro: a decepção.
Arnaldo. O homem que me ensinou a dar o nó na gravata para o meu primeiro baile de formatura. O homem que guardava as chaves dos cofres e das almas da família Navarro. A traição dele era um ácido que corroía trinta anos de