POV Killian
Amara vai para o banho dizendo que não demora. Deixa o celular no centro da mesa de jantar, distraída, confiante demais no silêncio da casa.
Eu fico na sala com Mateo.
Meu filho dorme profundamente, o corpo pequeno encaixado no meu braço esquerdo como se tivesse sido feito para isso. O cheiro dele ainda é de leite misturado com casa nova. Um cheiro que não existe no mundo. Um cheiro que reprograma qualquer homem.
Eu balanço levemente, automático, quase instintivo.
É então que o celular vibra.
Uma vez.
Curto.
Seco.
Meu olhar vai até a mesa antes mesmo de eu decidir que não deveria olhar.
Não é curiosidade vulgar.
É instinto.
É sobrevivência.
Eu dou dois passos lentos e pego o celular com a mão livre, cuidando para não acordar Mateo. A tela acende.
Investigador
Meu estômago se fecha.
> Amara, avançamos bastante no caso do seu pai. As provas estão se consolidando. No entanto, preciso ser honesto: há uma chance real de Killian Navarro ser responsabilizado criminalmente.
Mesmo