Capítulo 187 — O jogo virou.
POV Elise
Presídio nunca é só um lugar. É um estado de espírito.
O portão se fecha atrás de mim com um estrondo metálico que vibra nos ossos. O som ecoa como um aviso: daqui pra frente, nada é simples. O ar é pesado, mistura de ferrugem, desinfetante barato e algo mais antigo... culpa, talvez. Sempre achei curioso como lugares assim têm cheiro próprio. Cheiro de erro humano.
Entrego meus documentos, passo pela revista com a paciência treinada de quem já pisou em ambientes hostis antes. Advogar, investigar, cutucar poderosos… tudo isso te prepara pra caminhar em corredores onde ninguém sorri sem interesse.
Enquanto caminho, penso em Amara. No bebê.
No jeito como ela tenta ser forte sem nunca ter tido essa opção.
E penso, com uma raiva silenciosa e afiada, nos Navarros.
O agente me guia até uma sala pequena, paredes bege descascadas, uma mesa de metal parafusada no chão e duas cadeiras que parecem feitas para quebrar a postura de quem senta. Clássico. O sistema gosta de lembrar quem man