POV Amara
Mateo dorme de novo.
Aquela paz frágil, emprestada, que a gente aprende a respeitar quase em reverência. Eu fico alguns segundos parada, observando, como se o simples ato de respirar mais alto pudesse quebrar o encanto. Depois saio do quarto na ponta dos pés e fecho a porta devagar.
Olho o relógio na cozinha.
23h07.
Meu estômago ronca, como se lembrasse que eu ainda sou um corpo além de mãe. Sorrio sozinha. Abro a geladeira e faço algo simples, sanduíches quentes, nada elaborado. Sobr