Capítulo 178— Eu também não sei o que isso significa.
POV Killian
O quarto está mergulhado em um azul escuro, aquele que só existe nas horas mortas da noite, quando a cidade lá fora finalmente desiste de fazer barulho.
Ela está por cima de mim. Apenas de calcinha, um tecido preto tão fino que parece uma segunda pele, quase uma sombra. Eu estou apenas de cueca. Entre nós, apenas essas duas barreiras insignificantes, úmidas agora, coladas pela tensão e pelo calor. Não há espaço para mais nada. Não há espaço para ar, para pensamento, para arrependimento. Há apenas a fricção.
Começou devagar. Um beijo que era um pedido de desculpas e uma declaração de guerra ao mesmo tempo. Beijos que não pediram licença, que tomaram posse, que reviraram memórias adormecidas com a violência de um terremoto. Mãos que, no escuro, se reconheceram como se nunca tivessem se soltado.
Meus dedos encontraram a curva da sua cintura, o sulco da sua coluna, o contorno do seu ombro, e foi como ler braille. Cada cicatriz, cada curva, cada imperfeição era um capítulo da