POV Killian
Acordei antes dela.
Não por hábito, eu quase nunca durmo de verdade, mas porque o corpo reconheceu o peso dela sobre mim como algo precioso demais para ser desperdiçado em inconsciência. Amara estava de lado, o rosto parcialmente escondido no meu peito, a respiração calma, profunda. Uma paz que eu não lembrava de ter visto nela em anos.
Passei os dedos devagar por suas costas, respeitando o limite entre acordar e apenas existir junto. O quarto estava silencioso, banhado por uma luz tímida da manhã que entrava pela cortina mal fechada. Por um segundo, tudo pareceu simples. Normal. Quase feliz.
Ela se mexeu, abriu os olhos lentamente e me encarou como se precisasse de alguns segundos para entender onde estava.
— Bom dia… — murmurou, a voz rouca, linda.
— Bom dia — respondi, baixo.
O sorriso que ela me deu foi pequeno, mas real. E isso já bastava para me desmontar inteiro.
O celular dela tocou.
Vi o nome no visor antes mesmo de ela atender. Dominic.
Meu maxilar travou automat