POV Amara
O silêncio que fica depois das minhas palavras não é desconfortável. É… cuidadoso. Como se nós dois estivéssemos andando em um chão recém-trincado, com medo de dar o passo errado e quebrar tudo de novo.
Killian continua perto, mas não invade. Isso também é novo.
— Posso… — ele começa, e para. Respira fundo. — Posso sentar?
Assinto com a cabeça. Ele se aproxima devagar e se senta na beirada da cama, mantendo uma distância respeitosa. Ainda assim, a presença dele ocupa todo o quarto. Sempre ocupou.
Ficamos alguns segundos em silêncio até que ele fala, a voz mais baixa, menos afiada.
— O médico disse que ele é forte. — comenta. — Pequeno, mas forte.
Meu peito aperta. Um sorriso involuntário surge.
— Ele sempre foi. — respondo. — Desde a barriga.
Killian sorri de leve, daquele jeito raro, quase tímido.
— Você já… pensou no nome?
A pergunta me pega desprevenida. Não pela pergunta em si, eu pensei nisso milhares de vezes, mas porque ele perguntou como alguém que quer p