Karina envolveu o pescoço dele com os braços, inclinando a cabeça para trás, os lábios quase tocando os dele.
Sua voz suave e aveludada trazia uma pitada de charme manhoso.
— Se você não me provar agora, eu mesma vou me entregar para a polícia. Você não ficaria com pena de mim?
O coração de Ademir estremeceu, como se tivesse levado uma ferroada de abelha.
Ele ainda tinha outra escolha?
Com as mãos firmes, Ademir segurou a cintura e as costas de Karina, tomou coragem e, cerrando os dentes, disse: