Ademir se sentou à beira da cama, observando as longas e delicadas pestanas de Karina que tremiam levemente, como se fossem pequenos leques. Ele se conteve para não sorrir.
— Karina, acorde.
Karina fingiu que estava acordando apenas com a voz dele. Abriu os olhos devagar, evitando olhar diretamente para ele, o olhar hesitante.
Seus lábios se apertaram, mas ela não disse nada.
— Se já acordou, vá se arrumar. O avô está esperando a gente em casa para o almoço.
Karina assentiu com a cabeça, lançan