Ademir estava um pouco nervoso, mas logo a soltou.
Os rostos dos dois estavam levemente corados, aquecidos... Mas, como era noite, isso não se percebia.
— A culpa é sua. — Resmungou Ademir, em voz baixa, mas seu tom não trazia reprovação, e sim uma ternura ferida. — Se queimou à tarde, e só agora resolveu comprar remédio?
Ela saiu tão tarde de casa, nem precisava perguntar para saber o motivo.
Era óbvio: se até aquela hora ainda se incomodava com a queimadura, era porque o ferimento era sério.
H