O escritório estava silencioso.
Grande demais.
Vazio demais.
E, pela primeira vez em anos…
Gabriel Vasconcellos sentia que aquele lugar não significava absolutamente nada.
A cidade brilhava do outro lado do vidro.
Arranha-céus iluminados.
Carros em movimento constante.
Vida acontecendo.
Mas ali dentro…
Tudo parecia parado.
Ele estava de pé, de costas para a porta, as mãos apoiadas na mesa de madeira escura, os ombros tensos sob o tecido impecável do terno.
O nó da gravata já estava afrouxado.
O