Sílvio, recostado na cama, mantinha a cabeça baixa, os olhos fixos nas unhas. Não acreditava no que havia escutado. Para ele, era apenas o cuidador tentando consolá-lo.
Era uma piada bonita, mas ele não estava tão delirante a ponto de acreditar.
— Ela não vai vir. — A voz do Sílvio saiu baixa, indiferente, sem sequer levantar o olhar.
O cuidador, no entanto, parecia ansioso:
— Sr. Sílvio, é sério! A senhora está aqui, ela realmente veio! Olhe para a porta, veja com seus próprios olhos!
Ao ouvir