O salto fino e pontudo do sapato cravou-se com força no pulso de Arthur, que jazia no chão, imerso em uma poça de sangue. A dor era tão intensa que ele sentiu a vista escurecer. A camisa de tom escuro, encharcada pelo suor e pelo sangue, grudava em suas costas marcadas por feridas. Estava fria e incômoda, uma sensação insuportável.
Arthur sempre esteve no controle, de pé, enquanto ela se curvava como um peixe sobre a tábua, pronto para ser fatiado. Quem diria que o predador se tornaria presa um