Lúcia estava escorada na beira do sofá, segurando uma garrafa de vinho vazia. Sem um pingo de compostura, soltou um arroto alcoólico. Os olhos se abriam e fechavam pesadamente, a mente enevoada, a cabeça baixa. Na verdade, não prestava atenção em nada do que ouvia, mas mesmo assim fazia questão de responder com entusiasmo fingido:
— E depois?
Na cabeça de Lúcia, só havia memórias de Sílvio. Boas, ruins, momentos felizes e, claro, outros de tristeza.
Sentada ali, a mente já tinha viajado para um