Sílvio passou o dedo grosso e calejado pelo rosto, limpando as lágrimas que insistiam em cair. Ele continuou folheando o caderno. As páginas seguintes estavam todas em branco. Por mais que insistisse, não havia mais nada escrito.
Por que ela parou de escrever? Seria porque não queria que ele lesse depois que ela morresse? Ou será que foi porque ele a machucou tanto, a ponto de deixá-la completamente sem forças, incapaz até de registrar seus últimos dias? Fazia sentido. Ela tinha se curvado, engo