Lúcia estendeu a mão trêmula. A dor era insuportável. Agora entendia quão cruel era a dor de um câncer. Parar os remédios? Que loucura. Logo no início, ela já não estava aguentando!
Ela queria tomar o remédio. Queria que a dor diminuísse. A enfermeira colocou as pílulas na palma gelada de sua mão:
— Vai, toma logo.
De repente, as palavras de Sílvio ecoaram em sua mente:
— Lúcia! Para de fazer drama! Agora é hora de birra? Vou te dar duas opções: ou você toma seus remédios e aceita o papel de sen