Mundo de ficçãoIniciar sessãoEnquanto isso, eu continuava correndo. Meu fôlego era curto, mas minha vontade era maior. Assim que cheguei no postinho, todos já sabiam o protocolo. Já sabiam da regra: se entra ferido, sai vivo. Sem desculpa. Sem falha.
— Quero total assistência nesse moleque! Sem erro nenhum! — gritei, o olhar cravando em cada um dos enfermeiros. — Se ele perder a perna ou morrer, eu mato vocês, ouviram bem?
O silêncio ali dentro foi absoluto. Eles sabiam que eu não falava por impulso. Sabiam que, quando se trata dos meus, a minha palavra é sentença.
E enquanto deitavam o garoto na maca e cuidavam dele, eu fiquei ali parado... com as mãos cobertas de sangue e o coração apertado. Porque naquele instante, mais do que líder, mais do que dono do morro, eu era só um pai — um pai que ainda nem viu o rosto do filho, mas já seria capaz de matar e morrer por ele







