Mas a porra da raiva continuava queimando dentro de mim. Uma ira infeliz que parecia não ter fim. Senti meu peito apertar, meu maxilar travar e um gosto amargo subir na garganta. Eu precisava extravasar, precisava aliviar essa tensão antes que fizesse alguma merda. Levantei de uma vez, saí da minha sala e fui direto para fora da boca. Assim que cheguei na rua, segui até minha moto, subi nela e a liguei com um giro forte no acelerador. O barulho do motor ecoou alto, cortando o silêncio da manhã.