O rugido da cidade de São Paulo parecia mais predatório do que nunca naquela manhã de outubro de 1995. No pátio central da Vila Esperança, onde o concreto novo ainda exalava aquele cheiro úmido de reconstrução, o silêncio era interrompido apenas pelo som rítmico de um rádio de pilha sintonizado em uma rádio de notícias. Caio e Beatriz estavam parados diante de uma mesa de cavaletes coberta de planilhas de liquidação da Vanguard, mas seus olhos não estavam nos números. Estavam fixos na mult