KOEN FIORE
O contraste era de tirar o fôlego, os lençóis claros, a luz da lua vindo da janela e a Mel.
Deus, a Mel.
Ela estava ali, entregue, com o brilho do suor da balada ainda reluzindo naquela pele negra maravilhosa que parecia feita de seda e pecado. Eu sentia meu sangue latejar, uma pressão absurda no baixo ventre que ameaçava romper o jeans a qualquer movimento. Eu tinha fugido disso por meses. Tinha sido o “bom moço”, o amigo fiel do Cadu, o cara que mantinha as mãos nos bolsos enqua