O dia passou devagar.
Devagar demais.
Parecia que depois da morte de Cristiano o tempo tinha perdido a força de seguir normalmente. Tudo agora carregava um peso diferente. O silêncio da casa, os caminhos da fazenda, até o vento parecia mais triste.
Mas a dor já não vinha como naquela primeira noite.
Não era mais um desespero sufocante.
Agora era um vazio.
Um vazio constante dentro do peito.
Uma ausência que caminhava comigo o tempo inteiro.
Naquela manhã acordei antes do sol nascer, como semp