Nari
“Atende. Atende, Nari.”
A voz da Lina vinha urgente do outro lado do banheiro, quase um sussurro desesperado. Ela andava de um lado pro outro, as mãos agitadas, como se o simples fato de o celular ainda estar tocando pudesse piorar tudo.
Olhei para a tela de novo esperando que por milagre pudesse ser qualquer outra pessoa.
Meu estômago afundou.
“Eu… eu não sei”, murmurei, apertando o aparelho com força demais. “E se eu atender agora?”
“E se eu não atender? Será que ele já sabe que...”
May