118. Uma valsa
Eron
A festa explodiu assim que terminou a cerimônia.
Mesas longas cheias de carne assada, vinho da matilha, música alta misturando violinos antigos com batidas que fazem o chão tremer. Filhotes correndo entre as pernas, lobos mais velhos brindando com copos erguidos, risadas ecoando pela clareira inteira.
Eu deveria estar leve. Deveria estar só curtindo.
Mas não estou.
Lá no canto, perto da mesa de bebidas, quatro figuras que eu conheço muito bem. Os pais dos lobos que Riuk e eu matamos. Os al