Leonardo saiu do quarto bufando, xingando baixo, ainda com a fúria pulsando em suas veias. Ao alcançar a porta, abriu-a com brusquidão, mas foi surpreendido por uma figura esguia, de cabelos loiros e olhos azuis como o céu, que se lançou nos seus braços com entusiasmo.
— Maninho! Que saudade! — disse Mariana, radiante.
Leonardo a segurou, mas a expressão em seu rosto permaneceu fria.
— O que está fazendo aqui, Mariana? — perguntou em tom seco. Ele era assim com todos, até mesmo com a irmã.