Do outro lado da cidade, a boate pulsava com aquela energia específica das noites de quinta — não o caos exuberante do fim de semana, mas algo mais tenso, mais íntimo, mais concentrado.
Antony estava numa das mesas laterais com um drinque que não havia tocado.
Ele vinha ali há pelo menos 04 dias.
Sempre pela mesma razão.
Sempre olhando para o mesmo lugar — o espaço entre a cortina e o palco onde, em algum momento da noite, ela aparecia.
A Domadora.
Havia algo naquele nome que era ao mesmo tempo