O tempo em Xangai havia voado. Três meses se passaram desde que chegamos, e a casa de luxo no condomínio discreto finalmente se parecia com um lar. Não era mais apenas um refúgio de Li Wei, mas o nosso ninho.
Eu estava sentada na poltrona do quarto dos gêmeos, sentindo os chutes vigorosos de Kai Rafael e Mei Isabela. O quarto estava pronto, um santuário de tons neutros e toques de cor que refletiam a fusão das nossas culturas. De um lado, um berço de madeira brasileira; do outro, um móvel chinê