Li Wei
O sol começou a se pôr, pintando o céu de Minas Gerais com tons de laranja e roxo, e a festa, que havia começado com a luz do dia, entrava em sua fase final. O ritmo da música diminuiu, e o ar estava carregado com a doçura do bolo de casamento e o aroma persistente do café da fazenda.
Eu observava Siena, minha esposa. Ela estava sentada, rindo com Luna e Li Lin, a mão repousada sobre a barriga. A luz do fim de tarde a envolvia, e ela parecia uma deusa. Uma deusa cansada, mas radiante.
— Você está exausta, meu amor — eu disse, me aproximando e beijando o topo de sua cabeça.
— Exausta e feliz, Wei — ela respondeu, segurando minha mão. — É muita emoção para um dia só. E para dois bebês.
O momento de encerrar a festa se aproximava. Era hora de fazer o pedido de discrição. Eu pedi a atenção de todos, e o salão improvisado silenciou.
— Amigos, família — comecei, falando em inglês, com Luna traduzindo para o português e Li Lin para o mandarim. — Este dia foi o mais importante das noss