~AYLA~
O teatro estava silencioso, a não ser pelo som dos passos de Camila ecoando no palco. Cada movimento dela parecia uma prece, um grito contido em forma de dança, a materialização de cada gota de suor e esforço dos últimos dias. Ela flutuava, leve como uma pena, mas com a firmeza de alguém que sabe exatamente o que quer. Havia algo de visceral na forma como seu corpo contava uma história, como se, naquele momento, nada mais existisse além da arte que pulsava dentro dela.
Eu estava sentada