— Isso tudo é uma loucura, Ayla — Teri falou, jogada na minha cama como se fosse a dona do quarto, os braços cruzados atrás da cabeça e um sorriso irônico. — Parece até um daqueles filmes... sei lá, tipo um de David Lynch, que no final você não entende nada, mas finge que entendeu.
Eu ri enquanto passava o batom diante do espelho, mas a risada logo se dissolveu em um leve aceno de concordância. Ela não estava errada.
— Cada vez entendo menos também. — Fiz uma pausa para me olhar no espelho, aju