A luz fraca da madrugada entrava pelas janelas do carro, criando sombras tênues que dançavam nas paredes internas do veículo conforme Nicolas dirigia pelas ruas quase vazias. O silêncio dentro do carro era tão denso quanto a fumaça que eu havia respirado algumas horas antes. Ainda podia sentir o cheiro estéril do hospital impregnado na pele, uma lembrança da minha alta apressada, assinada quase à força porque eu não suportava a ideia de passar mais tempo ali. Tudo parecia surreal.
Eu me sentia