O som ensurdecedor das músicas sedutoras ecoava pelo corredor enquanto eu caminhava para o camarim, ainda sentindo o coração acelerado pela apresentação. Meus saltos batiam firmes no chão, meus cabelos grudavam levemente na pele úmida pelo esforço da dança, mas nada disso parecia importar.
Nicolas estava lá.
Ele estava sempre lá aos sábados. E, por mais que eu tentasse negar para mim mesma, a verdade era que eu contava os dias até aquele momento. Cada sábado era como uma promessa silenciosa, um