"Matheus"
Aquela Peste era uma força irresistível. A atração que eu sentia por ela era tão poderosa que qualquer tentativa que eu fazia de controlar o meu desejo por ela era jogada pela janela quando ela se aproximava. Era uma luta perdida tentar não tocá-la e a tensão sexual entre nós era palpável.
Quando nossas bocas se encontraram, se encaixando com perfeição, absorvendo a urgência e o prazer daquela colisão intencional, havia uma ânsia em mim por consumí-la e acabar com qualquer distância que ainda existisse entre nós. Nossas línguas se enroscavam com impetuosidade, necessidade e uma dose de desespero. Minha mão agarrou a sua cintura, enquanto a outra subiu e puxou o seu cabelo para trazê-la ainda mais para perto de mim.
Meu corpo todo gritava por mais, minha mente parecia submersa em um poço sem fim de desejo e eu era todo impulso primitivo. Meu mundo se resumiu, por um minuto, a sensação do corpo dela preso no meu, seu cheiro doce invadindo o meu olfato, o sabor da sua boca.