Com sua costumeira empolgação, Júlio entrou sem bater na sala de Rodrigo, largou-se na cadeira em frente ao amigo e questionou bem humorado:
— Como está seu primeiro mês sem a coisa ruim por perto?
Erguendo os olhos castanhos dos papéis que examinava, Rodrigo encarou o sócio sem muito interesse.
— Falta serviço na sua sala? Tenho o suficiente para nós dois se precisar — disse, balançando os documentos em suas mãos.
— Ranzinza como sempre — Júlio comentou com um falso biquinho de ressentimento.