Ouvimos a gargalhada de meu pai de dentro do quarto:
- Está brincando, Josephine? Claro que não irei embora. Esta casa é minha.
- Tão sua quanto minha. Quero que pegue suas coisas e vá!
- Se atreva a me tirar... Prefiro botar fogo nesta porra do que deixar para você e seus filhos.
- “Nossos” filhos! Eles também são seus.
- Tenho minhas dúvidas... Afinal, você é uma vagabunda.
Não esperei o final da discussão. Saí correndo para fora de casa e abri o portão, atravessando a rua e apertando a campa