— Meu coração é de carne. Não de pedra como pensa — diz ele, a voz carregada de algo que não consigo decifrar completamente.
Ele se levanta com firmeza, como se quisesse selar a conversa ali, antes que qualquer emoção o denunciasse. Seus olhos se fixam nos meus por um instante, mas rapidamente ele desvia o olhar, como se estivesse se protegendo.
— Bem, vou indo.
Inclina-se para mim e deposita um beijo na minha testa. É um toque breve, seco, mas firme. Não há hesitação em seu gesto, mas também n