24. A Ópera
Visitar a sala de Adam era um ritual de adrenalina. Havia algo de visceral no perigo de sermos flagrados; o risco era o tempero que transformava um simples encontro em algo proibido e viciante. Manter nosso segredo trancado a sete chaves criava uma aura de mistério que só fazia meu desejo aumentar. Era o jogo do escuro, do silêncio, do toque roubado entre memorandos e decisões corporativas.
Mas com Daniel, a frequência era outra. Era uma tensão elétrica, carregada de volúpia ostensiva. Nossos