O relógio marcava 18h47 quando arrumei os últimos documentos na mesa. Estava ajustando a alça da bolsa no ombro quando a porta da antessala se abriu.
Aidan. Impecável, como sempre – camisa azul-celeste que fazia seus olhos brilharem como lascas de gelo sob a luz artificial. Mas hoje, aqueles olhos ardiam.
— Vou te dar carona para casa. — Uma ordem, não convite. — No caminho conversamos sobre seu péssimo comportamento.
Meus dedos se fecharam na alça da bolsa até as articulações doerem.
— Meu com