As manhãs na comunidade tinham um ritmo próprio.
Antes mesmo das oito horas, o cheiro de café fresco já tomava conta da rua. As portas das casas se abriam aos poucos, crianças corriam atrás de uma bola improvisada e os primeiros clientes se aproximavam da barraca de dona Cida.
Lygia já havia transformado aquele caminho em parte da sua rotina.
Assim que dobrou a esquina, sorriu discretamente.
— Bom dia, dona Cida.
A senhora levantou os olhos e retribuiu o sorriso.
— Bom dia, minha filha. O café