Os dias passaram depressa.
Sem perceber, Lygia já não precisava pensar no caminho até a barraca de dona Cida.
Seus pés simplesmente a levavam até lá.
Era cedo quando chegou.
O aroma do café recém-passado misturava-se ao cheiro de pão quente que vinha da padaria da esquina.
Assim que a viu, dona Cida abriu um sorriso.
— Bom dia, minha filha! Pensei que hoje você fosse dormir até mais tarde.
Lygia aproximou-se do balcão.
— Nunca consegui dormir muito.
A idosa serviu o café antes mesmo que ela ped