Clara
Quando Miguel finalmente respondeu que aceitaria a minha proposta, precisei segurar um sorriso. Não queria que ele percebesse o quanto isso me deixou animada, então apenas mantive meu tom casual enquanto assentia com a cabeça.
Conversamos mais alguns minutos para definir como seria sua rotina. Ele seria meu motorista, me levaria cedo para a perfumaria e, durante a manhã, ficaria livre para treinar ou resolver o que quisesse. À tarde, se eu quisesse almoçar fora, avisaria com antecedência para que ele me acompanhasse.
Miguel ficou em silêncio por um momento após ouvir minha explicação. Quando finalmente falou, havia algo sério em sua voz, como se estivesse tentando escolher as palavras certas.
— Clara, me explica uma coisa... Se os seguranças do seu pai vão estar por perto o tempo todo, o que exatamente eu vou fazer? Parece que eu só vou aparecer de vez em quando e, ainda assim, receber um salário alto pra isso. Não acho isso certo.
Soltei um suspiro, já imaginando que ele poderi