Alexander Narrando
Acordei com uma sensação estranha de calma. O quarto estava silencioso, só o som suave do vento batendo nas janelas. Norah estava sentada ao lado, mexendo no celular, concentrada. Quando percebeu que eu estava acordado, levantou o olhar e sorriu daquele jeito sereno que, ultimamente, vinha me deixando confuso.
— Acordou, rabugento — disse ela, se aproximando. — Como tá se sentindo?
A voz dela soava leve, diferente. Toquei a testa com a própria mão, ainda meio grogue, e notei