Narrado por Dante Moretti
Elena estava no banho há uma hora. Eu conseguia ouvir o som da água batendo no mármore, tentando lavar o cheiro de sangue e o rastro de Nikolai. Eu estava sentado na poltrona do quarto, com uma taça de vinho na mão e um envelope preto sobre o colo.
Ela saiu do banheiro usando um roupão de seda branca — desta vez, um que eu comprei especialmente para ela. Seus olhos estavam vermelhos, mas não havia mais lágrimas. Havia uma frieza nova nela, uma dureza que eu mesmo moldei.
— Ele morreu? — ela perguntou, a voz desprovida de emoção.
— Lorenzo cuidou para que fosse lento — respondi, fazendo um sinal para que ela se aproximasse. — Mas ele não foi o único a pagar o preço hoje.
Abri o envelope e joguei uma fotografia sobre a cama. Era a mansão dos Volkov na Rússia, ou o que sobrou dela. Estava envolta em chamas pretas.
— Eu mandei um recado para o seu pai, Elena. Eu destruí a sede do clã dele. Ele sobreviveu, mas agora ele é um fantasma. Ele não tem mais exército, nã