— Pare de mentir, Sara — minha voz saiu baixa, plana, e cem vezes mais ameaçadora do que se eu estivesse gritando. — Pare com os joguinhos. Você sabe por que tranquei a porta.
Ela balançou a cabeça, desesperada.
— Eu não… eu não sei do que o você está falando! Eu não fiz nada! Eu só…
Avancei.
Não rápido, mas com uma determinação que a fez parar de recuar, congelada pelo medo.
Parei a um passo dela, invadindo seu espaço pessoal completamente.
— Eu confiei em você — disse, cada palavra uma fa