O escritório estava um breu.
As cortinas fechadas, nem um raio de sol entrava.
Beatriz entrou com o café na mão.
Deu de cara com aquela escuridão toda.
— E aí, Beatriz, como é que eu devo dar um jeito naquela Ana?
A voz do cara estava gelada.
Beatriz congelou por um momento antes de acender a luz. Seus olhos se adaptaram à claridade e, ao focar no homem sentado no sofá, ela o encontrou com as pernas bem abertas, numa postura desleixada e ao mesmo tempo autoritária, com um olhar sombrio.
Beatriz