Vicente finalmente cedeu ao sono quando o balanço do mar lá fora se tornou um ritmo constante, quase uma canção de ninar. Eu o coloquei no berço com cuidado, observando por alguns segundos a forma tranquila com que o peito subia e descia. A luz baixa do abajur desenhava sombras suaves no quarto, e tudo ali parecia protegido, em ordem, como se o mundo tivesse, por algumas horas, decidido respeitar o silêncio.
Fechei a porta devagar.
O corredor da cabana estava quase às escuras, iluminado apenas