O QUE EU QUERO, EU TOMO
PRISCILA
Saio de casa sem olhar para trás. Não existe nada naquele lugar que me prenda, nem o marido medíocre, nem o filho, nem essa rotina sufocante que, de repente, parece pequena demais para a grandeza do que eu mereço. Dirijo direto para a casa dos meus pais. Minha cabeça ferve, mas não é de arrependimento; é a adrenalina da decisão. Eu sei exatamente o que estou fazendo. Pela primeira vez em muito tempo, sinto esse controle delicioso correndo pelas minhas veias.
E