ARQUIVO DO INFERNO
O escritório do meu tio parecia ter se transformado em um confessionário de guerra. O silêncio ali não era o silêncio da paz; era o silêncio de quem testemunha um desmoronamento geológico. Vanessa estava diante de nós, mas, pela primeira vez, a mulher que eu conhecia — a mulher de gestos calculados, roupas impecáveis e olhar predador — não estava lá. Havia apenas uma mulher despida de todas as suas defesas, tremendo com uma intensidade que eu jamais imaginei ser possível par