Matteo Giordano
Faço a pergunta e ela demora a responder. O silêncio dela é barulhento, preenchido pela mesma energia explosiva que sinto vibrar entre nós, algo visceral e difícil de controlar.
Não nego que fui inconsequente; agi como um adolescente dominado pelos hormônios, perdendo a linha que separa o desejo da prudência médica.
— Não vai responder? — insisto, sentindo um peso no peito. Eu precisava de um sinal, de qualquer palavra dela, ou acabaria convencido de que estou ficando louco